Consultare Contabilidade

Consultoria Tributária · Reforma Tributária

Reforma Tributária: o que muda para a sua empresa.

A Reforma Tributária do consumo — aprovada pela Emenda Constitucional 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025 — é a maior mudança no sistema de impostos brasileiro desde a década de 1960. Ela não é um projeto em discussão: é lei em vigor, com cronograma rodando. Este guia explica, sem juridiquês, o que muda, quando muda e o que a sua empresa precisa fazer em cada fase.

[Conteúdo tributário em revisão técnica contínua]

O que a Reforma substitui

Cinco tributos que hoje incidem sobre o consumo serão extintos e substituídos por três:

SaiEntra
PIS e Cofins (federais)CBS — Contribuição sobre Bens e Serviços (federal)
ICMS (estadual) e ISS (municipal)IBS — Imposto sobre Bens e Serviços (estados e municípios)
IPI (na maior parte dos casos)Imposto Seletivo — sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente

O novo sistema funciona como um IVA moderno: imposto "por fora", não cumulativo, com crédito amplo — o que muda profundamente a matemática de preços e margens em toda a cadeia.

A linha do tempo da transição (2026–2033)

2026

Ano-teste

CBS e IBS passam a ser destacados em alíquotas simbólicas para calibrar o sistema; empresas adaptam notas fiscais e sistemas.

2027

Estreia da CBS

A CBS entra em alíquota cheia; PIS e Cofins são extintos; começa o Imposto Seletivo.

2029–2032

Transição do IBS

O IBS cresce ano a ano enquanto ICMS e ISS encolhem na mesma proporção.

2033

Novo sistema pleno

ICMS e ISS extintos; o modelo antigo deixa de existir.

O que muda na prática — os 5 impactos que importam

  1. 01

    Preço e margem

    Com imposto “por fora” e crédito amplo, o preço que sua empresa cobra e os custos que ela credita mudam de lógica. Quem não recalcular vai transferir margem para o cliente ou para o fornecedor sem perceber.

  2. 02

    Regime tributário

    A conta que hoje faz o Simples ou o Presumido valerem a pena será refeita — especialmente para quem vende para outras empresas (B2B).

  3. 03

    Contratos de longo prazo

    Contratos que atravessam a transição precisam de cláusulas de reequilíbrio tributário.

  4. 04

    Sistemas e notas fiscais

    ERPs, emissores e rotinas fiscais precisarão operar dois sistemas em paralelo durante anos.

  5. 05

    Fluxo de caixa

    Mecanismos como o split payment (imposto recolhido na liquidação do pagamento) alteram o dinheiro que efetivamente entra na conta.

Quem precisa agir primeiro

Empresas B2B do Simples Nacional (seus clientes vão passar a olhar o crédito que você gera), grupos com múltiplos CNPJs, S.A.s e holdings, setores com cadeias longas de crédito — como o automotivo — e estruturas de SPE e holding, como as do setor de energia. Empresas de serviços também precisam atenção especial: a transição do ISS para o IVA dual tende a aumentar a carga efetiva de quem tem alta folha de pagamento. Se a sua empresa está em um desses grupos, o custo de esperar é maior que o custo de simular agora.

A Consultare atende comércio e serviços de todos os portes e regimes tributários. O diagnóstico da Reforma Tributária está disponível para qualquer empresa que precise entender o impacto de CBS e IBS.

Perguntas frequentes

O que muda com a Reforma Tributária?
A Reforma extingue cinco tributos sobre consumo — PIS, Cofins, ICMS, ISS e boa parte do IPI — e coloca no lugar três: CBS (federal), IBS (estados e municípios) e o Imposto Seletivo. O novo sistema funciona como um IVA moderno, com imposto por fora e crédito amplo em toda a cadeia. Na prática, muda a matemática de preço, margem, regime tributário, contratos longos e fluxo de caixa. A transição vai de 2026 a 2033.
Quando a CBS entra em vigor?
A CBS — Contribuição sobre Bens e Serviços — passa a ser destacada em alíquota simbólica em 2026, no ano-teste, para calibrar sistemas e notas fiscais. A alíquota cheia entra em 2027, quando PIS e Cofins são extintos e o Imposto Seletivo também começa a valer. Para a maioria das empresas, 2026 é o ano de recalcular preço e regime; 2027 é o ano em que a mudança aparece de fato no caixa e no imposto pago.

Guia completo: como funciona a CBS.

Como funciona o IBS?
O IBS — Imposto sobre Bens e Serviços — é o tributo que substitui ICMS (estadual) e ISS (municipal). Ele é cobrado por fora da nota, com crédito amplo: tudo que a empresa paga de IBS nas compras vira crédito para abater no que deve na venda. A transição do IBS é gradual entre 2029 e 2032: ele cresce ano a ano enquanto ICMS e ISS encolhem na mesma proporção, até serem totalmente extintos em 2033.

Guia completo: como funciona o IBS.

Quem pode permanecer no Simples Nacional?
O Simples Nacional continua existindo dentro dos limites atuais de faturamento. A conta que muda é outra: o cliente pessoa jurídica passará a comparar o crédito de CBS e IBS que recebe da sua nota com o que receberia de um fornecedor do Presumido ou do Real. Para empresas B2B do Simples, essa perda de crédito pode virar problema comercial. Vale continuar quem vende para o consumidor final ou tem margem alta; quem depende de cliente PJ precisa simular antes de decidir.
O que é o Imposto Seletivo?
O Imposto Seletivo é um tributo federal que passa a incidir sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente — como bebidas alcoólicas, cigarros, veículos poluentes, bebidas açucaradas e alguns bens minerais. Ele substitui parte do papel regulador do IPI e entra em vigor em 2027, junto com a CBS. Empresas fora dessas categorias específicas não são afetadas pelo Seletivo; para setores atingidos, ele soma-se à CBS e ao IBS na formação do preço final.

Termos técnicos em glossário da Reforma Tributária. Aprofunde no plano dos primeiros 90 dias de preparação.

Área do Cliente

Simulador da Reforma Tributária

Compare Simples Unificado, Simples Híbrido, Lucro Presumido e Lucro Real ao longo da fase de transição CBS/IBS (2026–2033). O simulador projeta o custo mensal por regime, indica o regime vencedor ano a ano e mantém o histórico das simulações da sua empresa.

Tela do Simulador da Reforma Tributária mostrando gráfico de evolução na transição 2026–2033 e tabela comparativa por regime.

Diagnóstico da Reforma Tributária

Descubra, com números, como a transição afeta a sua empresa.

Três formatos — Essencial (Simples), Executivo (Presumido / Lucro Real de menor porte) e Corporativo (grupos multiempresa) — com plano de ação por fase da Reforma.